sábado, 3 de janeiro de 2009

Dois mil e nove anos de fundamentalismos

É, dois mil e nove começou com muitos fatos importantes para o noticiário. A principal, a milenar guerra entre árabes e judeus na terra santa, parece que só vai terminar mesmo quando não restar mais pedra sobre pedra. A ofensiva israelense por terra pretende destruir a armada do Hamas. Os mais de 530 mortos do lado palestino são vitimas não só da guerra, mas alvos de um cisma ideológico, político e religioso que vêm desde a raiz histórica desses povos, desde Moisés, Davi e outros; o povo judeu sofreu até mesmo nas mãos de Hitler. Os árabes não estão errados quando dizem que o Estado de Israel foi criado por terroristas. A origem de Israel está no terror nazista, está no holocausto. A ONU tinha planos de criar o Estado de Israel na Argentina (os argentinos apoiavam), em Madagascar, ou na terra ocupada pelos palestinos, escolheu a pior opção possível, colocou lado a lado grupos fanáticos, implantando-o dentro do barril de pólvora do Oriente Médio. A criação do Estado de Israel foi o maior erro do Século XX. 2000 anos depois da diáspora imposta pelos Romanos aos Judeus; Israel não tinha direito legal nenhum sobre a terra, apenas um pressuposto nas escrituras. Isso é a mesma coisa que devolver a Itália todo território que um dia foi o Império Romano, devolver a França o que Napoleão conquistou, devolver aos índios o que chamamos hoje de Brasil. Ou seja, isso foi uma idiotice. O fanatismo fundamentalista refere-se a movimentos étnicos extremistas com motivações étnicas e religiosas que através dos anos, e atendendo, muitas vezes interesses privados difusos, fundaram grupos armados para defender e lutar pela sobrevivência de uma idéia, e ai está a diferença entre esses e os nominados terroristas. O Hamas, o Fatah, o Hezbollah, esses grupos armados causam terror em nome de Deus e de uma doutrina. Um fato bastante interessante e que explana bem as crenças seguidas pelo islamismo dos árabes e que na Grã-Bretanha o estado passou a enterrar os suicidas, cobertos em pele de porco. Como vestido de porco ninguém entra no paraíso islâmico, os atentados cessaram.

Voltando, foi Israel quem ajudou a criar o Hamas, seu inimigo número 1, Israel acreditava que a organização seria um contraponto islâmico à influencia de Yasser Arafat. O que acabou sendo um tiro no pé, pois o Hamas detém, hoje, poder militar na faixa de gaza. A paixão na crença não extinguiu o proselitismo religioso de grupos mercenários, dispostos a matar e a morrer por objetivos obtusos, respondendo a interesses de dirigentes de facções locais. Os fundamentalistas fazem algo parecido com os chefes do tráfico dos morros cariocas. Fornecem à população o que os ocupantes israelenses negaram e que a autoridade palestina ainda não conseguiu prover: educação, transporte, assistência médica, alimentos, oportunidades. Os palestinos utilizam o terrorismo, também, como forma de compensar a falta de um exército nacional, já que não tem nem um Estado organizado, quanto mais um exército. Todo esse desejo ultrapassa qualquer tipo de nacionalismo, ou patriotismo, vai além disso, é uma questão moral. Estados Unidos acusam o Irã, não sem razão, de estar por trás das operações do Hamas. Mas, além das doações do Irã e de alguns estados do Golfo, a maior parte do dinheiro do Hamas vem mesmo de palestinos americanos. Terrorismo é imperdoável. Hipocrisia também. Os palestinos só tiveram algumas conquistas, ainda que modestas, quando começaram a negociar. Prisões, homens-bomba, assassinatos e repressão só criarão novos mártires, heróis e fanáticos. Os séculos da justiça do olho por olho criaram uma legião de cegos. Por outro lado, Obama poderá, se ele assim tencionar, ser o grande mediador do cessar-fogo desse confronto, já que os EUA sendo o maior aliado de Israel, país com o qual há uma relação militar de suserania e vassalagem, e Israel tem sido considerado um pais mercenário aos desejos dos EUA naquela região. O presidente eleito dos EUA, que está em férias, ainda não tocou no assunto. Talvez tentando evitar a sinuca de bico entre a opinião pública, desfavorável ao ataque israelense, e o dever diplomático acordado de apoiar Israel na investida. No final das contas a culpa disso tudo só pode ser do saudoso Oswaldo Aranha, famoso por ser um aliancista dos EUA nas questões diplomáticas na era Getulista. Ele Presidiu a II Assembléia Geral da ONU que votou pela partilha da Palestina, fato que rendeu a Aranha eternas gratidões dos judeus e sionistas por sua atuação. Aranha foi muito presenteado.

21 comentários:

Léo Peres disse...

A questão do oriente é algo que se arrasta há anos e na minha opinião não será em breve que será resolvida. Os interesses são muitos de todos os lados e ninguém quer abrir mão do poder. Não há como existir harmonia entre esses povos. E o pior de tudo é que sempre colocam Deus no meio como justificativa de seus atos absurdos. São os seres racionais.

Bianca Drummond disse...

É mais de 2009 anos,rs. O importante é não se deixar calar, lutando por nossa dignidade, valorizo é a consciência de cada um. Aceita parceria, amigo?

beijos

Bi

30 e poucos anos. disse...

Nem a ONU entra em acordo para a solução desta guerra...escutei no rádio pela manhã que os líderes da ONU não conseguiam se entender para uma possível solução.

Oitentando disse...

...É como vc citou ,esperamos que a interseção de Obama faça com que surte efeito sobre essa guerra,e a cesse de vez!!!
POis é triste aompanharmos os notíciarios e saber que a cada dia morre o incrivel número de pessoas por lá.
"Os séculos da justiça do olho por olho criaram uma legião de cegos"...e que enxerguem com clareza para solucionar essa questão!!!

http://oitentando.blogspot.com/

Central Hilariante disse...

vixi...2009 começo bem...
pra isso tudo acaba,vai c um trabalhão e milhares d vidas perdidas por motivos n TAUM importantes assim...viveram sem u q eles taum atraz antes,pq n pod agora?

http://centralhilariante.blogspot.com/

Lucas Sepúlveda disse...

Eu me lembro, uma vez conversando com uma amiga de opinião política muito forte, que começamos a discutir sobre Oriente e o Ocidente. Brigamos, enfim. Não me lembro de que lado eu era, afinal, ficou tão confuso.



http://quartodealuguel.blogspot.com/

Camila Cavalcante disse...

Realmente essas guerras, tanta destruição no Oriente médio parece não ter fim. Espero que alguma melhoria para esse problema parta do novo presidente dos EUA. Que ele tenha alguma solução eficaz.

Bekinhaa disse...

Oii!
gostei do blog
=D

PROFESSOR ADEMIR disse...

É grui, bom tópico, fiz um com o mesmo tema, mas com menos conteúdo.

Infelizmente isso tem se tornado cada vez mais comum nos noticiários...

Forte abraço e parabéns pelo post, precisamos de pessoas como tu, que estão preocupadas com o que acontece pelo mundo.




http://cambaratricolor.blogspot.com/

Gabriel disse...

Mais um ano, teremos guerras e conflitos...Concerteza...
Infelizmente, cada um tem um interesse, e acaba que nínguem entra em concenso...
Falando nisso, já caiu a charge ao lado em uma prova que eu fiz...xD
Abraços, e felicidades...

Jonatas Fróes disse...

Isso se estende desde sempre e para sempre continuara. Doutrinas e dogmas que formam principios insolúveis na mente bitolada de nações inteiras focadas para religiões empíricas.

[]'s

Musikaholic

Cleidemar disse...

A Guerra Santa. Onde a ONU culpa o povo que esta sendo bombardeado e inocenta quem esta bombardeando, se é que existe inocente, também entra 2009 mais longe de uma solução. Há décadas palestinos e israelenses brigam pelo poder da Faixa de Gaza. Briga que tem como origem séculos atrás, mas antes era com pedras, hoje em dia com morteiros. Uma solução capaz de apaziguar esses povos? Ora, crie-se outra Jerusalém e outro Messias, outro Deus, enfim, NÃO HÁ SOLUÇÃO. Os extremistas se encontram de ambos os lados, os terroristas se disfarçam de governantes e levam a população de cabresto para linha de frente. O povo é conduzido em nome de Deus. Os governos, bem estes preferem o petróleo e o acesso ao mar. Em todas as épocas, as religiões e os deuses foram argumentos muito produtivos, para guerras que escondiam o desejo do poder e da ganância dos governantes

... disse...

Esta mto bom seu blog...
Otimo conteudo ...estarei sempre aki pra ver as noticias .
Abracos.

http://www.technews.vai.la/

historiaspraboidormir disse...

otimo post
esclareceu rapidamente o assunto
parabéns pelo blog

Marcio Santos disse...

este mundo vai de mal a pior!



Se puder passa no meu blog:

http://paginadacomedia.blogspot.com/

Cintia Pereira disse...

Este conflito, infelizmente, está longe do fim. E a cada dia que passa sinto uma repulsa maior por Israel.

Junior Silva disse...

Como buscar a paz?
Essa é uma pergunta cada vez mais difícil de responder...

Matheus disse...

Nenhum deles sabem o signifacor de ser cidadão

Matheus disse...

Nenhum deles sabem o signifacor de ser cidadão

PROTESTOS E disse...

O texto é seu?Explica muita coisa.Coitado de Oswald Aranha, já ouvi dizer horrores por ele ter sido o ultimo a assinar esse troço!
Nem quero comentar o assunto.Tem trazido um peso teologico e pessoal pra mim, mas vou mastigando algumas verdades históricas aqui.Então vou ler de novo!

André Luís Leite disse...

tenho certeza que um dia deus vai cagar em cima dos que se matam em seu nome. deus deve estar com nojo desta gente podre e desgraçada. eu nao daria independencia a tipo de gente- nao tem capacidade de pensar por si e poem a culpa no papai do ceu (fodão supremo).