O trocadilho infame do título desse artigo não foi posto por mero acaso poético, ele assim foi escrito para se coadunar com o ‘ridículo fiasco’ que está se promovendo com a compra dos jatos- caças, submarinos e helicópteros para modernizar o arsenal das forças armadas, como também desenvolver a área tecnológica de armamentos no Brasil. Os submarinos custariam 19 bi, os helicópteros 5,1 bi e os Jatos 28 bi - 52 bilhões no total, o equivalente a 1,8% do PIB, ou seja, uma bagatela considerável. Três empresas estão no páreo das vendas: uma francesa, uma sueca, e outra norte americana, que fizeram propostas diversas ao governo brasileiro, mas pelo visto, neste caso, quem levará não será quem apresentar a melhor oferta.
O problema se excedeu quando Lula proclamou abertamente que optaria pelos caças Rafale, da empresa francesa Dassault, sendo logo em seguida contrariado pelo ministro da Defesa Nelson Jobim, que disse ainda estar aberto o período para o envio de propostas e pronto para negociar com as outras empresas. No caso dos EUA, o próprio Obama telefonou para Lula para tratar do pacote tecnológico que o congresso americano permitiu transferir para o Brasil, caso a compra seja consolidada em favor dos caças Super Hornet da empresa americana Boeing. O que com certeza Obama fez questão de não tratar foi da política agrícola protecionista americana, assim como o bloqueio com relação à entrada do Etanol brasileiro nos EUA.
O que ficou clarividente foi o papel do Estado na figura dos seus líderes estadistas, interferindo direta e efetivamente no mercado privado como agenciador nas transações internacionais que envolvem setores estratégicos do poder de uma nação, nesse caso, a tecnologia de ponta. E essa prática foi sintetizada na frase do presidente da empresa Dassault, em que ele diz: "Foi Sarkozy que vendeu o Rafale"

A verdade é que Lula parece não querer barganhar sobre o produto da compra, aparenta já estar decidido, para ele pouco importa quem oferta com o melhor custo beneficio. Nota-se isso que a decisão estava prescrita quando ficou acordado que Sarkozy viria para as comemorações do 7 de Setembro no Brasil, esse fato, politicamente, não demonstra ter nenhuma conexão com o “Ano da França no Brasil”, mas sim é um protocolo estritamente político.
O governo brasileiro fez piada da proposta da sueca SAAB, que ofereceu o caça Gripen por um preço que é metade do valor de mercado; o ministro Nelson Jobim disparou: "É venda casada? Compra uma garrafa de cerveja e ganha quatro de guaraná?"








Observando e analisando o quadro de medalhas das olimpíadas de Atenas, vemos que entre os 10 primeiros colocados no ranking todos são nações de 1º mundo, sete membros do denominado G8 também estão nessa tabela. Essas posições não deverão ser muito alteradas nos jogos de Pequim, pois, países emergentes esportiva e economicamente não deverão figurar nos primeiros postos, e o prognóstico para Londres 2012 parece não ser diferente. Enquanto isso, a Rodada de Doha trilha seu caminho de insucessos, sem o fim dos subsídios agrícolas dos países ricos, ferindo "legalmente" os princípios de concorrência livre e leal da OMC. Lula, o principal interpelador da causa "Doha", diz que mesmo com os fracassos do acordo, continuará na luta pela maior competitividade das nações pobres no comércio exterior. Como nas olimpíadas o cenário se repete no mercado econômico, os "ricos" lideram e dominam as competições, e ainda dão as fichas do jogo, cabendo aos emergentes ajustá-las de maneira que haja as menores percas possíveis. Simplistamente falando, poderíamos propor que a colocação de um país no quadro de medalhas dos jogos e diretamente proporcional ao poder e eficácia que seu sistema econômico exerce e o quanto isso e empreendido no esporte-educação, claro, com algumas exceções que fogem desse pressuposto. 

O processo de renovação e introdução da tecnologia digital (HD) irá trazer mudanças interessantes com relação ao modo tradicional de assistir TV, a interatividade será bem mais efetiva, a qualidade da imagem muito superior à atual, a implantação ainda está em gênese e só atinge alguns estados do Sudeste; mas antes que essa empreitada se estenda e se consolide a todo o nosso território, é atraente e curioso observar o panorama da mídia televisiva brasileira, entre os principais canais sempre houve aquela dose saudável de rivalidade e corporativismo comum em quaisquer empresas que competem e concorrem no mesmo ramo, porém de tempos pra cá a disputa tornou-se cada vez mais acirrada; Globo e Record estão no front do embate. Com a supremacia e o rótulo de emissora número um do Brasil ameaçados, a Rede Globo persiste na mesma linha de produção artística, não inova, e está perdendo fatias de Ibope e de lucros para a próspera, porém instável, Record, a qual investe pesadamente em um atrativo peculiar da cultura televisiva do brasileiro, a telenovela. As novelas da Record chamam a atenção pela quantidade de atores "ex-globais" e também uma maioria que estava no ostracismo, esquecidos pela rival carioca; outra marca das produções da emissora paulista é a mescla do melodrama com ficção científica que é eficaz na audiência da massa, mas que é ínfima se comparada com as superproduções da concorrente. Diante disso, vários episódios tidos como espionagem foram delatados pela Globo, no último, há dias atrás, um funcionário foi surpreendido usando seu e-mail corporativo para divulgar informações sigilosas à Record; a Globo emitiu um comunicado alertando a Record que a iria incriminar legalmente, sob o pressuposto de concorrência desleal, a Record por sua vez respondeu citricamente, alegando que a notificação da Globo não foi nada mais que um "recibo oficial" sobre a sua preocupação com o crescimento da Record. É certo que a emissora da Igreja Universal vem crescendo bastante, e às vezes obtém o primeiro lugar na audiência, mesmo que seja só por alguns minutos, mas é muito pouco provável alguma outra rede de TV, consiga a curto ou até médio prazo, abalar o 'imperialismo prepotente' do Projac sobre o Brasil. Assim, o slogan "A caminho da liderança" perde, aos poucos, o sabor de provocação megalomaníaca.


De lá o The New York Times indagou: de quem realmente é a Amazônia? De cá Lula respondeu: do povo brasileiro. Mas será que o presidente tem razão?
Os índios também fazem parte do bioma Amazônia, e estão sujeitos ao descaso e esquecimento político-social, o que os torna alvo fácil para ação de interesses econômicos, a reserva indígena Raposa Serra do Sol é um exemplo, desse tipo de prática. Segundo políticos nortistas, ONGs que atuam na Amazônia sob o manto da defesa ambiental, defendem interesses estrangeiros nas riquezas minerais do lugar. Infiltradas nas comunidades, essas organizações financiam entidades em Roraima que defendem as reservas indígenas contínuas na Amazônia para não permitir o maior controle brasileiro sobre essas áreas. A operação Upatakon 3, da PF, visava retirar toda a população não-indígena de dentro da reserva, mas foi suprimida por ação do governo de Roraíma. Somado a isso as declarações do general Augusto Heleno, de que a política indigenista é caótica e ameaça a soberania do país, não foram bem recebidas pelo governo Lula, que o repreendeu e reprovou sua atitude. Voltemos à pergunta do início; Lula pode até ter razão em dizer que a Amazônia é dos brasileiros; mas, de que brasileiros, o presidente é um desses brasileiros, então por que ele não age pessoal e afetivamente em defesa desse patrimônio que antes de ser um objeto de disputa, e uma área de uma imensa biodiversidade e com grande importância científica, biológica, ecológica, climática e geográfica para todo o planeta.




