Mostrando postagens com marcador economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador economia. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de outubro de 2009

Olimpíadas bolivarianas


Aquele bigodão e o chapéu de fazendeiro latifundiário não enganam, o populismo já chegou a Honduras, a influência chavista surte resultados visíveis em toda América Latina. No caso Zelaya podemos aferir que a suposta democracia criada por Chavez, essa que almeja o poder absoluto e definitivo, sem liberdade de imprensa e aniquila os ideais de qualquer movimento de oposição, se expande perigosamente pela America Central, até porque o próprio Daniel Ortega, populista, presidente da Nicarágua foi quem ajudou o presidente deposto.
Na história do avião em que Zelaya chegou a Honduras, Chavez armou um belo esquema para mais uma vez interferir na política interna de um país alheio. O avião venezuelano, sem dúvida alguma foi enviado com aval de Hugo e com um belo presente surpresa para Lula. Um mais sarcástico se ariscaria a dizer que o choro de Lula no COI, foram as lágrimas do desabafo por ter sido apunhalado pelas costas no caso Zelaya. Lula esse sustentando sempre a figura do sujeito do “deixa disso”, “pega leve”, o interventor, sempre o elemento de dissuasão dos pequenos conflitos políticos na América do Sul, inclusive tendo papel pacificador na relação Chavez-EUA.
Lula e sua benevolência foram usadas por Chavez como artifício para legitimar a permanência de Zelaya na embaixada brasileira, pois nosso presidente sempre foi hábil com os populistas bolivarianos da nossa América, e nunca iria dizer um ‘não’ à democracia que batia a sua porta, logo porque Zelaya é considerado um presidente democrata, mesmo que, assim como o companheiro venezuelano, quisesse a eleição eterna e o poder pleno. Assim, Lula que sempre fez corpo mole está dessa vez está no olho do furacão, tendo de se posicionar, sair de cima do muro que divide a democracia clássica que ele diz praticar no Brasil, e a democracia bolivariana do “companheirito” Chavez.
Chavez nos fez descer ao limiar equivalente ao seu, foi realmente um belo golpe. Isso nos faz refletir sobre quem nessa história e o verdadeiro golpista. Será Micheletti presidente de facto, Lula o chamou de golpista, mas e Zelaya, ele queria dar um golpe constitucional; a suprema corte, os militares e até mesmo a igreja desejavam seu afastamento do poder, entretanto foi eleito pelo povo, que o adora, logo não devia ter sido deposto, nisso há legitimidade. No meio da discussão estamos nós com a embaixada virada em uma zona e um palanque político. Chavez ligou para Lula felicitando-o pela escolha do Rio como seda das Olimpíadas 2016, os dois continuam amigos, inseparáveis.

Um país com Olimpíadas


O dia 2 de outubro foi lindo, finalmente as Olimpíadas de 2016 serão no Brasil, no Rio de Janeiro. Depois de uma semana super tensa, devido às complicações externas com Honduras, Lula massageou seu ego com a vitória da candidatura olímpica. O mundo deu uma chance de ouro para o Brasil alçar ao primeiro mundo, ainda que seja sob a máscara do desenvolvimento social assistencialista. No entanto, o que conforta a alma é o fato de que parte dos recursos da iniciativa privada será investido em infraestrutura. A cidade do Rio de Janeiro, carro-chefe do desenvolvimento terá oportunidade de reerguer-se diante do mundo; mas pensando bem, quem aposta se diminuirá as favelas e abaterá o tráfico, particularmente digo que não há chances disso ocorrer efetivamente. Pois, os bilhões e bônus dos jogos chegarão os inúmeros e problemáticos morros? Não mesmo.

O Brasil tem de seguir o exemplo de Barcelona que se preparou para o evento, mudando a cidade antes e se estruturando para depois. A cidade melhorou, enriqueceu.

Mas o presidente tem razão quando afirma que o Brasil conseguiu definitivamente sua cidadania internacional, e realmente, se olharmos 10 anos atrás só éramos o país do futebol, e o quinto maior território do mundo, posições essas que talvez sempre ocuparemos; e não tínhamos a menor chance se sediarmos uma olimpíada, nem em São Paulo, tampouco em Brasília, cidade que concorreu. Também Lula afirma que o Brasil era o único país que realmente queria os jogos, pois bem isso e vero, nosso país angariava isso para aparecer ao mundo, ‘dizer eu cheguei, agora e minha vez’.

A problemática com relação aos jogos olímpicos que hão de ser no nosso país são diversos, como foi publicado há um ano nesta página de bobagens, mais precisamente nesse link: “Um país sem Olimpíadas”.

Rememoro aqui fatos, primeiramente o que o advento de uma olimpíada no Brasil vai trazer de concreto, por exemplo, para um estado como o Acre, Roraima ou a Paraíba; o mais provável que ocorra é uma concentração ainda maior de riqueza no centro-sul do país. Outro fator seria a figura do atravessador político que teria o caminho aberto para obtenção de benefícios com o "festival" de licitações. Mas claro, poderia ser esse também o momento propício para um clamor civil por transparência, mas em se tratando de Brasil onde tudo é feito na surdina, fica a interrogação. A maravilha de uma primeira olimpíada na América do Sul, no Brasil, não pode encobrir o fato de que se não gerida com responsabilidade e igualdade traria mais desigualdades e injustiças sociais. Torçamos pelo nosso país mesmo assim.

domingo, 20 de setembro de 2009

Quem caça, quer caça

O trocadilho infame do título desse artigo não foi posto por mero acaso poético, ele assim foi escrito para se coadunar com o ‘ridículo fiasco’ que está se promovendo com a compra dos jatos- caças, submarinos e helicópteros para modernizar o arsenal das forças armadas, como também desenvolver a área tecnológica de armamentos no Brasil. Os submarinos custariam 19 bi, os helicópteros 5,1 bi e os Jatos 28 bi - 52 bilhões no total, o equivalente a 1,8% do PIB, ou seja, uma bagatela considerável. Três empresas estão no páreo das vendas: uma francesa, uma sueca, e outra norte americana, que fizeram propostas diversas ao governo brasileiro, mas pelo visto, neste caso, quem levará não será quem apresentar a melhor oferta.

O problema se excedeu quando Lula proclamou abertamente que optaria pelos caças Rafale, da empresa francesa Dassault, sendo logo em seguida contrariado pelo ministro da Defesa Nelson Jobim, que disse ainda estar aberto o período para o envio de propostas e pronto para negociar com as outras empresas. No caso dos EUA, o próprio Obama telefonou para Lula para tratar do pacote tecnológico que o congresso americano permitiu transferir para o Brasil, caso a compra seja consolidada em favor dos caças Super Hornet da empresa americana Boeing. O que com certeza Obama fez questão de não tratar foi da política agrícola protecionista americana, assim como o bloqueio com relação à entrada do Etanol brasileiro nos EUA.

O que ficou clarividente foi o papel do Estado na figura dos seus líderes estadistas, interferindo direta e efetivamente no mercado privado como agenciador nas transações internacionais que envolvem setores estratégicos do poder de uma nação, nesse caso, a tecnologia de ponta. E essa prática foi sintetizada na frase do presidente da empresa Dassault, em que ele diz: "Foi Sarkozy que vendeu o Rafale"

A verdade é que Lula parece não querer barganhar sobre o produto da compra, aparenta já estar decidido, para ele pouco importa quem oferta com o melhor custo beneficio. Nota-se isso que a decisão estava prescrita quando ficou acordado que Sarkozy viria para as comemorações do 7 de Setembro no Brasil, esse fato, politicamente, não demonstra ter nenhuma conexão com o “Ano da França no Brasil”, mas sim é um protocolo estritamente político.

O governo brasileiro fez piada da proposta da sueca SAAB, que ofereceu o caça Gripen por um preço que é metade do valor de mercado; o ministro Nelson Jobim disparou: "É venda casada? Compra uma garrafa de cerveja e ganha quatro de guaraná?"

O presidente do Brasil deveria ter negociado com o presidente francês a compra das aeronaves, mas com parceria de troca mútua, pois ele, Lula, sem dúvidas não se lembrou da PAC, a Política Agrícola Comum da União Européia, cuja França é a principal barreira, defensora das altas tarifas, e categoricamente contra a entrada produtos brasileiros no mercado europeu. O que o presidente quer mesmo é maior apoio dos franceses no conselho de segurança da ONU, uma vez que a França já apóia o Brasil o que faltaria agora era um maior lobby de Sarkozy. A vaga de membro permanente no conselho da ONU é um anseio de Lula desde a primeira vez que ele pisou no palácio do planalto; o envio das tropas brasileiras para o Haiti deixa isso óbvio. A falha diplomática do Brasil foi quando Lula abriu, precipitadamente, a boca para reverberar apoio a compra dos caças franceses, deixando meio que balançadas as relações com EUA e Suécia, países com estreitos contatos econômicos com nosso país. Comprar esses jatos foi como escolher comprar um objeto valioso entre três amigos, onde somente um sairá venturoso, e só depois de efetuado o negócio, saberemos quem é amigo de verdade. Dar uma fatia do PIB para comprar a diplomacia e receber boa vontade dos países (52 bilhões). Ter nas mãos o poder de criar 5000 empregos diretos na indústria francesa, sueca ou americana, não tem preço. Existem coisas que o dinheiro não compra, para todas as outras existe mastercard.

terça-feira, 21 de julho de 2009

A gripe noticiosa

A gripe A chegou no Brasil de maneira branda, mas assim mesmo provocou um boom informacional nas mídias como há muito, ou nunca se tinha havido. Todos esse estardalhaço naquele momento cabia mais como uma pirotecnia exagerada e que não se justificava; qualquer suspeita da gripe, e até mesmo um turista desavisado que chegasse das bandas do México era visto como portador do vírus, em potencial é claro.

Os rumores não pararam, a imprensa centralizava atenções em enfatizar casos que tinham a mínima probabilidade de estar infectado, procurando a doença onde ela ainda não havia chegado; no primeiro momento o auxilio de infectologistas, médicos e sanitaristas era muito recorrente, porém incauto e volátil, pois pouco era o conhecimento sobre o H1N1, e muito a temeridade em cima do desconhecido vírus.

Obviamente, como não podia deixar de ocorrer, surgiram as teorias desencontradas sobre os motivos do surto, como também, comparações grotescas com outros tipos de gripe, ostentando precipitadamente os status lhe designado de “gripe espanhola do século XXI”. Produziram-se cenários, bastantes imprecisos a respeito do modo como essa crise sanitária poderia atingir e afetar o nosso país, e se o Brasil estaria naquele instante, preparado para conter o surto da gripe.

A gripe suína foi desvelada pela mídia de uma maneira que trouxe à tona o preâmbulo de um pânico desnecessário. Foi perceptível uma demasiada insistência dos jornais em publicar noticias calamitosas, visivelmente direcionadas à uma população com medo. Mesmo os especialistas afirmando se tratar de uma doença comum.

Já pandemia, presente em todos os continentes, causando descalabro em outros países, vitimando pobres e ricos, se alastrando a partir das vias e aeroportos mundo afora; a nova gripe, merecidamente, recebeu uma semana de férias, saindo da primeira pagina dos noticiários graças à morte de Michael Jackson. Relegada a segundo plano, muitos talvez, suponho, tenham se esquecido do vírus que tanto aparecia nos jornais. Mas, se houve mesmo um esquecimento, este foi breve, porque após transcorrer, secar, evaporar toda a carga de informações sobre o rei do pop, a gripe transmitida pelo porco voltou a compor os principais links dos maiores portais, os clichês dos jornais de grande circulação, e caiu na boca do povo de forma mais atroz, responsável, e porque não dizer, mais ativa e efetiva.

E ai podemos das os créditos e encher a nossa mídia de elogios, efêmeros logicamente, mas merecidos de certa forma, logo que ela está cumprindo o cunho social que lhe legitima, informando massivamente a população sobre o que fazer, todos os cuidados que devemos tomar, onde se propaga, os principais focos; enfim, oferecendo todas informações necessárias para nos precavermos da gripe. Assim dá gosto de ver.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Estado de putrefação

Quando há alguns meses atrás ouvi e vi que José Sarney, Michel Temer e Renan Calheiros membros da velha direita peemedebista, estariam de volta aos tronos principais das casas legislativas, percebi cognitivamente que dali, daquele triunvirato não sairia boas coisas, boas noticias; se olhássemos o passado e tão quanto o presente deles veríamos uma imensa nuvem negra, tudo prenunciava para não dar certo, os três pólos negativos eram de certa forma, incoerentes.  Nenhum trazia à memória lembranças agradáveis.

Hoje, somente vou pelejar somente sobre o inventor do congelamento de preços o tal pensa que da mesma forma que auxiliou o país a explodir numa inflação de quase 100 % ao mês, depois anexou o estado do Maranhão às suas fazendas, a oligarquia da família Sarney, como se não bastasse se estendeu até o Amapá e o elegeu, posteriormente, Senador, um absurdo. Agora para completar a ópera comprou o senado, criou centenas de cargos e diretorias e quer toda sua família bem empregada, sobrinhos e netos, afilhados, etc..

José Sarney é a caricatura mais fiel de um político brasileiro, aquele que tende a expandir seu domínio corruptivo para se perpetuar no poder de qualquer maneira, com certeza há um primoroso projeto de dominação através das várias rádios, TVs e repetidoras Mirante pertencentes ao clã comunicacional Sarney. Aliás, no Maranhão o Estado inexiste, lá o organismo político administrativo é o “Sarney”.

Essa semana, ficamos sabendo que um congressista brasileiro é 6,5 vezes mais caro do que um britânico, na mesma semana do lançamento do portal da transparência do senado em plena contradição aos atos secretos realizados pelos senadores da nação. Na verdade, já passou e muito da hora de exorcizar esses fantasmas embusteiros da política do país, o que falta é ação social. Ao contrario do que disse Dilma Roussef que Sarney estaria sendo "demonizado" e responsabilizado "de forma desproporcional" por todas as irregularidades verificadas nos últimos anos. Não é bem assim, fala-se muito em crise institucional no senado, mas crise? Que crise? Sempre houve roubalheiras, tramóias, maracutaias e outros tipos desvios de conduta e caráter por parte dos congressistas e jamais ninguém tomou medidas que pudessem eufemizar, ou senão solucionar de uma vez por todas esses problemas “institucionais”. Será que dessa vez a saideira vai ser pizza podre?

A oposição também é um câncer bastante perigoso e que deve ser tratado com cautela.  Enquanto o líder do Senado for o maior símbolo do coronelismo ainda existente no Brasil, enquanto subsistirem políticos, literalmente desmoralizados, a cena política do nosso país será sempre corroída, corrompida, maculada a torto e a direito.

sábado, 30 de maio de 2009

A palavra é: irresponsabilidade

Não achei nenhuma imagem para ilustrar esse artigo, e tampouco minha indignação. Antes de tudo quero dizer que como estudante de Jornalismo e defensor do diploma como um voto a favor do profissionalismo, fiquei desapontado com a decisão do STF. Mas na verdade não é o fim do mundo, e nem motivo de paranóia, para infelicidade de muitos inescrupulosos que desejavam o fim da obrigatoriedade do diploma. Não mais o diploma, mas o talento fará a diferença, esse talvez seja o grande trunfo dentro desse momento apocalíptico para os jornalistas, também diminuirá a farra dos diplomas nas inúmeras faculdades de esquina de surgem diariamente. Algumas faculdades vão fechar, e só as melhores vão se manter. Agora, também, veremos desveladamente quais empresas jornalísticas podem levantar o mão, e verdadeiramente, se auto-proclamar séria e responsável socialmente, compromissada com o leitor-consumidor. Quanto às contratações, suponho que não mudará muita coisa, será preferível um profissional formado em jornalismo, mas não será via de regra. A verdade é que de alguma forma favorece as grandes empresas do ramo, pois a questão de pagamento do piso salarial deixa de ser necessária. Hoje, para o jornalista formado trabalhar, o mercado será mais competitivo, pois agora ele estará concorrendo a um cargo, onde quem vai determinar o que irá receber será o empregador, e não uma determinação sindical. O voto do STF humilha a memória de gerações de jornalistas profissionais e, irresponsavelmente, revoga uma conquista social de mais de 40 anos. O ministro Gilmar Mendes dizer: “A formação específica em cursos de jornalismo não é meio idôneo para evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros”, foi um dos maiores absurdos, ou se preferir, pérola, já verbalizada por uma autoridade tão importante no país. Com essa afirmação ele revogou todos os casos de calúnia, infâmia e difamação já julgados nesse Brasil do retrocesso social e democrático. Como disse Elaine Tavares: “É um argumento anti-intelectual, anti-cultural, anti-vida.”

Vale lembrar que o diploma nunca foi exigência para praticar o jornalismo, Arnaldo Jabor, Boris Casoy, Diogo Mainardi, Miriam Leitão, são exemplos considerados “grandes” que não tem diploma em jornalismo, o que jamais e de forma alguma reduziu sua aceitação nas folhas jornalísticas. E isso roga e comprova o clichê “que nada substitui o talento”. No Brasil, a mídia deveria ser realmente tratada como 4º poder e ser comandada por pessoas sérias, idôneas e com base acadêmica. Informar e levar conhecimento pras pessoas não é algo pra ser tratado como descartável, inexpressivo, sem valor. O fim da necessidade da formação profissional representa o fim do compromisso dos jornalistas com o Código de Ética da profissão. Isso abrirá as portas do jornalismo para os picaretas, que passaram a usar a informação em interesse próprio, sem qualquer compromisso com a sociedade e com a ética, um déjà vu triste da História brasileira. Gostaria de deixar claro e evidente que, não que a formação acadêmica impeça o profissional de errar, mas o diploma é uma garantia de que ele ao menos teve acesso a um conhecimento que não pode ser adquirido como conseqüência de aptidões naturais e algum treinamento; o mesmo equivale para engenheiros, enfermeiros, dentistas. A expectativa futura para os jornalistas seria a criação do Conselho Federal de Jornalismo, que embora imprecisa e criticada, mas havendo uma reformulação poderia ser um novo marco do jornalismo brasileiro, e tudo voltaria a correr normalmente. Foi um duro golpe na democracia que afetará gerações futuras, o resultado do que se fez nesta quarta-feira repercutirá anos mais tarde. A qualidade da informação também foi e será danificado por esse ato irresponsável da justiça do Brasil. Pois citando novamente Elaine Tavares: “é bom que se diga, o jornalismo é uma das formas de se comunicar alguma coisa a alguém que traz no seu bojo todo um conjunto de regras que extrapolam o elemento primordial de simplesmente dizer a palavra. Jornalismo é um jeito de narrar que pressupõe análise, conhecimento histórico, impressão, focos narrativos, contexto, conhecimento sobre linguagem, signos etc.. Coisas que a gente precisa aprender em relações de educação formal que extrapolem o desejo criador e criativo do ser sozinho.”

Para finalizar vou citar Muniz Sodré, uma frase que vi essa semana, não lembro em que lugar: ' Como conceber hoje o funcionamento dessa instituição "quase-pública", geradora da informação necessária ao cidadão para o pleno funcionamento da democracia, sem uma formação universitária, especializada, de jornalistas? Informação não é mero produto, nem serviço: é o próprio solo da sociedade em que vivemos, é o campo onde joga o cidadão. Se a garantia dessa formação adequada se espelha hoje no diploma, viva o diploma.

I-R-R-E-S-P-O-N-S-A-B-I-L-I-D-A-D-E.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

CPI à brasileira


A semana em Brasília foi agitada, os jornalistas tiveram de trabalhar bastante. Primeiro o causo do deputado Sérgio Moraes, “o manicure”, que disse estar se lixando para opinião pública. Ainda por cima, o mentecapto empiorou sua já escoriada imagem, ao dizer que não via irregularidade no fato de Edmar, o suserano do castelo medieval de 25 milhões, possuir o castelo há mais de 20 anos. Depois, o alvoroço da criação ou não da CPI da Petrobrás, para investigar fraudes em licitações, denúncias de desvio de royalties de petróleo, supostas irregularidades em contratos para a construção de plataformas e da refinaria Abreu e Lima (PE). Conseguintemente, as declarações de Lula também geraram certo clima desconfortável entre as bases do governo e da oposição; o presidente afirmou que formar uma CPI nesse momento (crise internacional) seria uma “manobra irresponsável” e que os senadores tucanos agiram como se estivessem “numa briga de adolescentes”.

Mesmo com a mobilização da base aliada para impedir a criação dessa comissão parlamentar, no final da noite de sexta-feira, não conseguiram a retirada de seis assinaturas para impedir a criação da CPI da Petrobras no Senado. Então se deu o pior, em plena crise nossa maior estatal vai ao júri.

Mas hoje faremos diferente, esfriemos nossos ânimos, e vamos saciar nossa fome de republicanismo democrático com uma deliciosa receita preparada especialmente para você, brasileiro, “que nem eu”. Deixemos de delongas e vamos aos ingredientes do nosso prato:

32 g Senadores

1 xícara de Denúncias infundadas

1 dose de Crise

3 colheres de Rivalidade política

2 latas de Declarações polêmicas

1 Arthur Virgílio

1 Tasso Jereissati

5 doses de Cachaça

Modo de preparo:

Em um congresso untado, junte os 32 senadores sedentos para acabar com a reputação de Lula, despeje em cima a xícara de denúncias sem fundamento comprovado, após, uma crisezinha econômica internacional para dar aquele sabor, seguindo, coloque as 3 colheres de rivalidade, aos poucos para não empelotar. Ferva por alguns minutos. Acrescente as declarações polêmicas. O Arthur Virgílio e o Tasso Jereissati você adiciona já no fim do preparo, eles vão conferir o sabor azedo ao paladar. Ponha novamente no fogo, aumente a temperatura, deixe apurar. Retire, coloque e deixe na geladeira por alguns dias. Sirva frio, talvez fique amargo, mas você logo esquece o gosto. Sim, as doses de cachaça você bebe, só assim para aturar a situação do Brasil.

sábado, 9 de maio de 2009

Ácido Desoxirribonucléico

O amoroso presidente paraguaio Fernando Lugo esteve no Brasil essa semana, veio reivindicar e discutir sobre um possível aumento no preço da tarifa paga pelo Brasil ao Paraguai na utilização de energia da usina de Itaipu e quer o fim da exclusividade de fornecimento ao Brasil. Itaipu foi construída em 1984, com dinheiro vindo, exclusivamente dos impostos pagos pelos cidadãos brasileiros. O Paraguai tem seu nome consignado no contrato binacional, pelo simples fato de que parte das águas do Rio Paraná, o qual gera a energia de Itaipu, vêm ou apenas percorrem uma parcela do território paraguaio. Todos os encargos e royalties, a manutenção, a gestão efetiva, e todo o conjunto de atividades que mantém a usina funcionando, é proveniente, ainda, do governo brasileiro, ou seja, dos contribuintes.
Por trás desse inocente encontro de presidentes, pode-se evidenciar uma vontade desejosa de transferir os holofotes que estão sobre o ex-bispo Lugo e suas escapadelas libidinosas. Também, para fugir um pouco das cada vez maiores pressõas sociais que afligem o ego do agora apelidado Lugaucho, acusado de ter filhos quando ainda atuava como bispo, inclusive até já assumiu a paternidade de um menino. E a fila de pedidos de testes de DNA continua aumentando. Mas não é para menos, quem mandou usar o slogan: "Lugo, o pai de todos os paraguaios".
Agora, vir questionar e tentar mudar sem nenhum argumento claro nem fundamento, um acordo fechado a várias décadas, em uma atitude descaradamente politiqueira, é visivelmente uma estupidez, que só faz crescer a acidez nas relacões entre brasileiros e guaranis. Isso apenas servirá para arranhar ainda mais, além de sua imagem como gestor publico, político, assim como a sua corroída imagem pessoal, manchada por um exame de DNA.
Menos mau que Lula, no entanto, também não cedeu aos alucinados apelos desse bacana. Ponto pra ti Lula.

domingo, 26 de abril de 2009

Democracy airlines


Nem causou espanto. Perplexidade? Tampouco. A farra das passagens aéreas dos deputados e senadores foi somente mais uma maracutaia, falcatrua, traficância dentre inúmeras que nos adaptamos a observar passivamente. Antes, pelo menos havia gestos indignados diante à corrupção deslavada, nesse passado pouco recente, sempre algum membro honrado do nosso parlamento, mesmo que só para ganhar evidência na mídia, levantava a bandeira da ética e da moralização democrática, mas hoje a democracia é confundida com permissividade. Dessa vez o cinismo extravasou todos os limites aceitáveis da mundialmente conhecida má-conduta do político-mafioso-brasileiro. Agora, vimos cair a auréola virginal de alguns políticos tidos como politicamente éticos. Até mesmo Fernando Gabeira assumiu que sujou sua imagem. A vergonha está se dissolvendo, pela certeza da impunidade futura.

E o pior, isso ocorre no nível máximo e no mínimo; vem lá do ninho, quantas vezes já não foi mostrado vereadores fazendo turismo com o erário público. Em 2008, foram gastos 78 milhões com passagens aéreas somente pela câmara; junto a isso 1881 bilhetes internacionais, a exemplo do deputado Dagoberto (PDT-MS) campeão em voos para o exterior, ao certo na sua jornada de política externa, deve está tentando conquistar o mundo. Por outro lado, a maioria dos parlamentares questionaram a proibição de repassar bilhetes para parentes; agora o momento diversão, o deputado Silvio Costa (PMN-PE) afirmou que as novas normas poderiam provocar o fim do seu casamento, soltando a seguinte pérola: “Assim vocês querem que eu me separe”. Fato interessante e relevante: os representantes do Distrito Federal no Senado e na Câmara recebem uma cota de 3,7 mil reais para gastos com passagens aéreas, embora eles não precisem realizar viagens para comparecer ao congresso, na nova regra que está tramitando isso não será modificado, não pergunte o porquê. As novas regras, que ainda não estão em vigor, ditam que somente os deputados poderão receber passagens aéreas e somente para vôos nacionais. Os gastos serão publicados na internet. O texto da Câmara, com as tais novas regras deveria entrar em vigor imediatamente, mas, devido ao protesto e “cara feia” dos deputados, o benevolente presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), decidiu levar o tema para votação em plenário, com isso o projeto poderá receber as emendas, ou se preferir, brechas. Lembrete: o próprio Temer assinou o ato 42 da mesa diretora no ano 2000, na sua primeira gestão, que instituiu a cota de passagens e abriu caminho para o uso do beneficio por terceiros.

E a Democracia vai pelos ares.

segunda-feira, 30 de março de 2009

O encontro dos 20 G

Foi realizado, semana passada, na Inglaterra, o encontro do G20, o grupo reúne as 19 maiores economias do mundo mais a União Européia; na ocasião Obama massageou o ego de Lula o chamando de “boa pinta”, "político mais popular do mundo" e de “o cara”. Será mesmo?

Não entraremos nessa questão, o objetivo aqui é fazer uma menção a 20 problemas causados ou enfrentados por esses países, todos começados com a letra inicial G.

Primeiro, os EUA, onde a ganância por lucros acabou levando a bancarrota os maiores bancos e imobiliárias do mundo, afundando e levando outros países para a crise. Rússia, por causa de gasodutos que passam por áreas chechenas, tem enfrentado conflitos naquela região. No Brasil, os gastos do governo têm batido recordes negativos nos últimos anos, por exemplo, o orçamento do senado brasileiro é de quase 3 bilhões de reais. África do Sul, o garimpo de diamantes e outros minérios têm devastado o meio ambiente de varias localidades desse país. China, os gases tóxicos liberados nos processos industriais em superescala poluí de maneira irreversível toda a biosfera daquele lugar. No México a globalização afeta as camadas mais populares, extinguindo a cultura, costumes em todos os âmbitos possíveis. O problema da Holanda, (sem preconceitos), são os gays, que exigem muitos privilégios que vão contra a conduta moral e ética da maioria da população tradicional holandesa. A Espanha está cometendo um genocídio ético, principalmente contra turistas brasileiros que ‘pousam’ nos seus aeroportos. A França é afligida por greves trabalhistas desde que Sarkozy assumiu o poder. 

Canadá sofre com o derretimento de geleiras que está aumentando o nível dos rios na região dos Grandes Lagos. A Alemanha, o conflito pulsante no momento é a discussão sobre o uso e manipulação de genes de alimentos e de humanos, o indevido e irrestrito uso dessa artifício tem causado furor no meio popular. Na Índia a poluição do rio Ganges atingiu níveis absurdos, tem por exemplo 100000 mil vezes mais a porcentagem de coliformes fecais do que o aceitável,  o Ganges oferece a uma grande população da região, suprimento de comida e água. A invasão gringa em Portugal, sobretudo por brasileiros está gerando xenofobia entre os portugueses, o governo tenta combater. O problema da Coréia do Sul e ao mesmo tempo do Japão é a sempre presente ameaça de guerra com seu vizinho ao Norte, mais agora, que o governo do Norte instigou o mundo com os testes dos mísseis de longo alcance. Itália, a gratidão a Deus, está literalmente sendo posta em discussão entre os conservadores e radicais no caso da proibição do aborto e da eutanásia, até o papa Bento XVI entrou no debate. A Austrália sofre com problemas ambientais, entre os quais estão às mutações genéticas dos maios recifes na Grande barreira de corais primordiais do mundo, que entraram em extinção comprometendo o equilíbrio biológico dessa região. Na Indonésia o alto grau de intensidade e de freqüência dos terremotos tem aumentado cada vez naqueles domínios, causando transtornos. Os grupos extremistas na Arábia Saudita é um problema ainda muito visível e persistente nesse país, a Arábia continua a exportar o terror. Entre os  principais problemas da Turquia estão os contínuos problemas e conflitos na gestão do país, o que a muito tempo vem causando dificuldades na aprovação do pais para o quadro permanente da União Européia. O novo presidente Abdullah Gül e o primeiro ministro Recep Tayyip Erdogan, continuam dando seguimento à mesma política arcaica dos governos anteriores. Por último, a Argentina, o problema tem haver com Brasil, porque a Argentina faz protecionismo contra os nossos produtos com o artifício da chamada garantia real, transformando o protecionismo em leis constitucionais. Nenhum dos 20 Grandes problemas explanados acima, relativos a esses países jamais entraram, e talvez nunca ganhem espaço na pauta de discussão do encontro do G20; e isso é Grave.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Tiros para quê?

Depois de uma semana sem novidades quentes no noticiário, abdiquei do óbvio e não irei falar da guerra no oriente médio, chega de conflito, guerra, maldade, tiros, mísseis e foguetes, vou falar sobre algo que tem matado bem mais do que qualquer guerra. Os motoristas brasileiros, usuários dos matadouros de asfalto ralo talvez não saibam, mas no trânsito, em oito anos, foram registrados mais de 2,5 milhões de acidentes no Brasil, com 254 mil mortes, segundo a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego. E dentre os fatores podemos começar a enumerar com a histórica falta de observação e o descaso com que o Estado como um todo trata a infraestrutura rodoviária. Somando isso à idade sexagenária da frota automobilística que trafega por estradas de barro esburacadas, adicionado ao despreparo na formação dos pilotos-motoristas, consumidores que compram os testes de habilitação entrando nas vias e autoestradas pelas portas da clandestinidade, sendo um risco em potencial para os pedestres e a outros clandestinos, por não conseguir tirar a carteira “na raça” como se diz na gíria popular, os novos motoristas procuram a alternativa mais acessível nos DETRANS da vida. Mas essa lacuna existente no condicionamento intelectual e psicológico que os motoristas estão submetidos em sua pseudoformação, poderá ser preenchida com o aperfeiçoamento da legislação do código de transito, que a partir desse ano irá requerer o dobro no número de horas-aula, tanto teórica quanto na prática da pilotagem em vias públicas. E a demonstração mais evidente da ausência estatal no âmbito da composição infraestrutural de trafegabilidade no Brasil, vê-se privatização das principais vias e corredores, entregando ao pedágio a sua falta de intervenção e atuação política. O máximo esforço empregado pelos governos, tanto federal quanto estadual, são as dispendiosas operações tapa-buracos, que se limitam a roçar a vegetação das margens das pistas, colocarem placas de sinalização, que logo serão recobertas por uma crescente camada de “mato”, gasto de milhões em um recapeamento, se é que podemos chamar disso, que vai com a correnteza logo na primeira ou segunda chuva que vier. 

As leis também não têm muita serventia na prevenção dos acidentes, a própria lei seca, que no seu até então, período de vigência, só se viu aumentar a quantidade de tragédias relacionadas à dupla: direção mais bebida.  Foram concedidos à iniciativa privada, por 25 anos, todos os problemas de manutenção das estradas que as quais fluem os produtos de exportação, os leilões da ANTT, deixaram nas mãos de empresas privadas quinhentos anos de irresponsabilidade e descaso; em troca das boas condições de tráfego os usuários dessas vias são penalizados através do pedágio, este, que não é descontado nos impostos dos automóveis. E mais, em 2006, o IPEA demonstrou que os impactos sociais e econômicos dos acidentes de trânsito nas rodovias brasileiras são bastante significativos, estimados em R$ 24,6 bilhões, principalmente relacionados à perda de produção relacionada às mortes das pessoas ou à interrupção das atividades das vítimas. Além dos custos diretos, há vários outros, como a desestruturação familiar e pessoal. Os acidentes de trânsito matam hoje mais de um milhão de pessoas por ano em todo o mundo, os países perdem de 1% a 2% do PIB com gastos relacionados aos acidentes automobilísticos. O SUS informa que em 2006 foram 123.061 internações, divididas entre atropelamentos e acidentes de motos. As estatísticas relacionam ao consumo excessivo de bebidas alcoolicas, alta velocidade, não uso de capacetes ou cinto de segurança, e problemas de infraestrutura em vias e rodovias públicas. O número de adolescentes que morrem na faixa de Gaza também não se compara com a quantidade que sucumbem nas nossas corruptelas. Só para encerrar; uma ironia se instala em terras alemãs, onde as auto-bahns, superestradas que não têm limite de velocidade, em que os carros “voam” com extrema segurança, num tapete de asfalto, quis o destino fossem projetadas por um engenheiro brasileiro, pernambucano, Antônio Bulhões. Essas suprestradas são custam menos que os nossos matadouros de piche e barro.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Presente de natal

Publicaram! Para coroar 2008!

Clique no link
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=517FDS007

Comente lá!

E tenha um Feliz Natal!

Encerrando os trabalhos desse ano, em que o blog cresceu e ganhou razoável visibilidade, recebendo visitantes de mais de 100 países, venho apenas agradecer os elogios que muitos fizeram, as críticas que também recebi, que serviram para não me acomodar. Agradeço as inúmeras visitas que sempre são o incentivo para continuar postando e melhorando a cada dia. Obrigado também pela compreensão, pois nesse ano atribuladíssimo, não consegui manter o blog atualizado constantemente, e mesmo assim as visitas e os pageviews não diminuíram, graças a você leitor. Obrigado mais uma vez. Para os leitores e parceiros deste blog e suas caríssimas famílias desejo um Santo Natal e Um Ano Novo cheio de bênçãos da providência divina. Até 09 caríssimos!


domingo, 21 de dezembro de 2008

O poder de desvirtuar

A quarta-feira, dia 17 de dezembro desse ano foi um dia anômalo no cotidiano político representativo brasileiro; 02h00min da manhã ligo a televisão e de sorte estava na TV Senado, vi um plenário lotado, e fiquei incrédulo quando vi que estava ao vivo, comecei a assistir, pois não é todo dia que vemos semelhantes milagres, percebi que estavam votando várias PEC’S, entre essas, compunha a pauta de votação a PEC 20/08, relativa ao aumento do numero de vereadores nas câmaras. Quando essa entrou em votação e ganhou com um esmagador 58 a 5, ecoou estrondosos gritos de comemoração, por parte de um grupo numeroso de vereadores presentes na sessão, seguida de uma calorosa salva de palmas da maioria dos senadores que ali estavam inclusive do presidente do senado. Não compreendi muito bem aquela atitude dos senadores, particularmente não estava a par da situação, logo, encarei com normalidade. Só depois, entendi o quanto pode ser despóticas, tirânicas e irresponsáveis as decisões do senado. Atravessaram o ano todo e somente agora resolveram trotar essa intensiva de aprovações desordenadas e afoitas perante o recesso bem vindo, atropelando qualquer tipo de ética que posso haver, pois é lógico que a sociedade civil e desfavorável ao acréscimo de mais de 7 mil vereadores. E para mostrar ainda mais a insolência da aprovação dessa PEC, o senado, driblou a redução de gastos, e suprimiu a parte do texto que limitava os gastos das câmaras, numa amostra grátis e perversa de não reger o erário público. 

Partindo para outro enfoque, nesse mesmo dia aconteceu a reunião da CPI da pedofilia, na qual deveria ser totalmente assinado o termo de cooperação com as empresas de telecomunicações e provedoras de Internet. O qual irá definir mecanismos de armazenamento de dados de usuários de Internet e fornecimento de informações, às autoridades policiais, sobre internautas investigados pela prática de crimes contra crianças e adolescentes. Mas, após quatro meses de discussão entre representantes das empresas, CPI, Polícia Federal, Ministério Público Federal, SaferNet - ONG de defesa dos direitos humanos - e Comitê Gestor de Internet, apenas TIM, Oi Telemar e Brasil Telecom chancelaram o documento. Inexplicavelmente, provedores de grande magnitude como Telefônica, Vivo, Claro, Terra, My Space, Abranet, Abrafix, IG, Net e UOL, harmonicamente orquestraram as suas ausências ao ato de assinatura do termo, desprezando o gesto de tamanha importância contra os crimes virtuais que atingem a moral dos cidadãos seus consumidores. Muito estranho a UOL, logo ela, que em seu portal armazenou por tempo considerável, uma sala de bate-papo denominada “incesto” criada pelo pai-de-santo e operador de telemarketing Márcio Aurélio Toledo, 36 anos, sujeito que segundo a policia utilizava a sala de bate-papo para se comunicar com supostos pedófilos, para quem ele aliciava crianças. Por cima de todo esse painel de escárnio, e para denotar a vileza e abjeção com que a mídia trata os fatos, foi óbvio e evidente que por ser referente a empresas diretamente ligadas aos seus lucros financeiros, o assunto foi manejado de maneira tímida e corriqueira por parte da imprensa, sem detalhamentos. Em nenhum nível jornalístico o tema não ganhou o destaque merecido; passou em branco nos jornais falados, impressos e digitalizados. A mídia com seu papel de informar, alertar e mostrar a verdade novamente sucumbe diante dos interesses mercadológicos. Em tempos de crise talvez valha tudo.

sábado, 13 de dezembro de 2008

O clima de Natal

Alegria, amor, festa, fé, luzes, papais noéis, presentes, neste Natal, diante da frágil situação econômica que o mundo esta envolto, e do modo como as coisas estão arranjadas no nosso país, temos que aguçar nossos sentidos e ainda rever alguns conceitos ultrapassados que insistimos em conservar. É verdade que em varias ocasiões a mídia atemoriza a população, e isso não é de agora, desde o inicio da redemocratização onde o cenário inflacionário emergia como o grande vilão das finanças do país, o jornais já cumpriam seu papel de super-alertar o povo, e hoje acontece semelhante, o discurso conservador de “poupar para prover” já vem sendo mastigado há muito tempo. Mas a lógica da economia é outra, e cruel, e perversa, se não houver consumo por parte da população, ela mesma vai sofrer com o desemprego gerado pelo “efeito domino no circulo espiral”, que evolui derrubando a partir do arco maior até o menor. Por isso é necessário e prudentemente essencial mantermos a economia aquecida, para nos mantermos resguardados de qualquer má influência do derretimento do mercado americano. Isso não é apenas uma questão de repetir o discurso lulista, mas sim a maneira de continuar a percorrer a senda do desenvolvimento e crescimento com bases sólidas. O governo esta realmente tomando as precauções corretos com relação à oferta de credito ao consumidor, porque, como disse o presidente: "Se a gente permitir que a economia pare, estamos desgraçados”.

 
O Brasil é o país do ano em infra-estrutura segundo a Agência de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos, temos hoje as menores taxas de desemprego da historia da nação; manter esse panorama estável e algo imprescindível para os anseios de evolução que queremos para o futuro do país. Nesse Natal o amor deve ser canalizado ao nosso próximo, às vitimas das enchentes em SC; deixar avarezas e mesquinharias fora da ceia; não precisa economizar nas luzinhas e nem nos enfeites da árvore, Natal no vermelho, só mesmo a roupa de Papai Noel. Para se ter boas festas e uma comemoração despreocupada, basta um pouco de comedimento e sensatez na hora de escolher e ingerir o prosecco. E para viajar nas férias o melhor destino é o Brasil, investir em nós mesmos, índole de fraternidade, condescendência; o turismo também é uma forma de mercado que deve ser largamente consumido pela população, sobretudo, internamente. Porque não buscar conhecer os vários brasis, esse ano, nada de neve e nem bonecos de neve, tampouco anjos de neve. Com o dólar instável, subindo mais do que diminuindo, torna-se, digamos, mais solidário, aplicar na nossa moeda, nosso dinheiro, que de uma forma ou outra retornará para nós como beneficio. O brasileiro comum deve abster-se dessa onda de crise, fugir com destreza da paranóia que a imprensa esta criando. Metaforicamente. ‘O intento nesse Natal é incorporar o espírito de consumo americano, tendo fé na economia, e acreditando que a salvação está dentro de si mesmo’.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Eu tenho um sonho

O povo americano já escolheu presidentes que se tornaram heróis nacionais e até internacionais, os nomes são inúmeros, desde George Washington, Thomas Jefferson, o grande Abraham Lincoln, Roosevelt, John Kennedy, Reagan, e por que não dizer, Bill Clinton. Políticos fascinantes que construíram o império americano sobre o mundo, mas em revés a isso, nem sempre o sufrágio decidiu pela opção mais positiva para os EUA. A unanimidade na escolha ingênua se vê em presidentes como os Bush’s, que só trouxeram ao país desastres militares e instabilidade econômica. Bem-aventuradas foram essas eleições de 2008, que deram um final merecidamente melancólico a uma política republicana antiquada, racista, ultraconservadora, idiossincrática absolutista, de incursões “anexadoras” fracassadas, e que vai sendo encerrada da pior maneira, um Estados Unidos com baixa credibilidade no cenário internacional, perdendo valores no conceito público, e com a economia à beira da bancarrota, um Estado débil. É um fim desgraçado e lastimoso para os cowboys do oeste.

Do lado vitorioso da moeda, a mudança, a renovação, mas, outrossim, o enigma; Obama herdará uma ruma de problemas, entre eles, índices de desemprego nunca vistos antes naquele país, o poder soberano das instituições financeiras em xeque, afetado por uma crise econômica nascida no coração economia mundial. Também, será uma questão a ser resolvida por Barack, as tropas americanas entranhadas em guerras por ai a fora. Porém, o que parece mais incomodar o eleitor americano é a ameaça de perca do status de: “país da independência”, bordão que já exauriu esse preceito há alguns séculos. Semelhante a uma produção dramática do cinema americano, a “salvação” vem de maneira contraditória, do lugar que ninguém esperava, ela vem do menor estado, vem do Havaí, uma minúscula ilha do Pacífico, para livrar da ruína os gigantes de Manhattan e companhia. Eleger um negro para a presidência representa um ‘sim’ para a democracia, também, denota a resposta positiva do soberano povo americano, que finalmente “caiu na real”, e pôde escolher no momento mais alarmante da sua história justificar a fama de povo independente; endireitou os seus caminhos, e optou pela mudança, substituiu aquilo que os vinha consumindo por aquilo que irá renová-los. As feridas do 11 de setembro já estão saradas, feridas que por vingança ou por medo, fizeram os americanos reelegerem G. Bush, mas o período das trevas é chegado ao fim. Metaforicamente, Obama simboliza o Sul escravista de joelhos pelo perdão ao negro escravizado, com já disse outro, Obama é preto, liberal, tem nome de muçulmano, Obama é tudo que a América nunca quis e que parece querer agora. O próprio Obama disse que consertar os erros de 8 anos de uma gestão catastrófica não será fácil e nem rápido, porém, com a força e grandeza do país e do povo americano, os Eua agarrarão com unhas e dentes o posto de nação número um. Será uma grande virada, gloriosa; voltarão a razão e a inteligência, que foram escorraçadas da América nos últimos anos.