Quando há alguns meses atrás ouvi e vi que José Sarney, Michel Temer e Renan Calheiros membros da velha direita peemedebista, estariam de volta aos tronos principais das casas legislativas, percebi cognitivamente que dali, daquele triunvirato não sairia boas coisas, boas noticias; se olhássemos o passado e tão quanto o presente deles veríamos uma imensa nuvem negra, tudo prenunciava para não dar certo, os três pólos negativos eram de certa forma, incoerentes. Nenhum trazia à memória lembranças agradáveis.
Hoje, somente vou pelejar somente sobre o inventor do congelamento de preços o tal pensa que da mesma forma que auxiliou o país a explodir numa inflação de quase 100 % ao mês, depois anexou o estado do Maranhão às suas fazendas, a oligarquia da família Sarney, como se não bastasse se estendeu até o Amapá e o elegeu, posteriormente, Senador, um absurdo. Agora para completar a ópera comprou o senado, criou centenas de cargos e diretorias e quer toda sua família bem empregada, sobrinhos e netos, afilhados, etc..
José Sarney é a caricatura mais fiel de um político brasileiro, aquele que tende a expandir seu domínio corruptivo para se perpetuar no poder de qualquer maneira, com certeza há um primoroso projeto de dominação através das várias rádios, TVs e repetidoras Mirante pertencentes ao clã comunicacional Sarney. Aliás, no Maranhão o Estado inexiste, lá o organismo político administrativo é o “Sarney”.
Essa semana, ficamos sabendo que um congressista brasileiro é 6,5 vezes mais caro do que um britânico, na mesma semana do lançamento do portal da transparência do senado em plena contradição aos atos secretos realizados pelos senadores da nação. Na verdade, já passou e muito da hora de exorcizar esses fantasmas embusteiros da política do país, o que falta é ação social. Ao contrario do que disse Dilma Roussef que Sarney estaria sendo "demonizado" e responsabilizado "de forma desproporcional" por todas as irregularidades verificadas nos últimos anos. Não é bem assim, fala-se muito em crise institucional no senado, mas crise? Que crise? Sempre houve roubalheiras, tramóias, maracutaias e outros tipos desvios de conduta e caráter por parte dos congressistas e jamais ninguém tomou medidas que pudessem eufemizar, ou senão solucionar de uma vez por todas esses problemas “institucionais”. Será que dessa vez a saideira vai ser pizza podre?
A oposição também é um câncer bastante perigoso e que deve ser tratado com cautela. Enquanto o líder do Senado for o maior símbolo do coronelismo ainda existente no Brasil, enquanto subsistirem políticos, literalmente desmoralizados, a cena política do nosso país será sempre corroída, corrompida, maculada a torto e a direito.