terça-feira, 18 de março de 2008

Entre a paz e o socialismo mascarado




Essa semana o Tibete está sendo notícia em todo mundo; graças a informação surgida de que monges budistas teriam sido presos depois de realizar uma passeata para marcar os 49 anos de um levante tibetano contra o domínio chinês. Após esse acontecimento, milhares de tibetanos, entre eles Dalai Lama, líder político e espiritual que vive exilado, ele afirmou que está havendo um genocídio cultural contra os tibetanos por parte da China que controla essa região desde os anos 50.

A partir de então iniciou-se diversas trocas de acusações entre os dois lados; Pequim afirma que 10 pessoas morreram no confronto com a polícia chinesa, por outro lado líderes tibetanos contabilizam que ao menos 87 cadavéres já foram encontrados. Na Suíça manifestantes protestam diante da sede do COI (comitê olímpico internacional), para denunciar as medidas repressivas adotadas pela China, prestes a realizar um evento mundial como é as olimpíadas. Especulou-se entre esportistas europeus a idéia de boicote aos jogos olímpicos, mas logo foi desconstruída e rejeitada pelos membros do COE (comitê olímpico europeu), que justificou dizendo ser necessário separar esporte e política.

As autoridades chinesas sempre usam da força, da repressão, e muitas vezes do encobertamento, para passar ao mundo uma imagem de paz, progresso e êxito. Um exemplo claro e recente, foi a descoberta da morte de 6 operários chineses que trabalhavam na construção do estádio "ninho de pássaro"; a morte deles não foi divulgada, possivelmente para não manchar a imagem de tão imponente obra da mão humana.

Essas forças separatistas reacionárias tibetanas esperaram o ocasião mais propícia para manifestar o seu descontentamento com a política autoritária, repressiva e ditatorial do Partido Comunista Chinês, escolheram os holofotes das Olímpiadas, momento em que toda a opinião pública estaria voltada para a sua causa, e a ONU, ou algum outro órgão internacional, tomasse uma atitude impactante; algo que até agora não houve.
Com essa postura eles procuram desmascarar a nível mundial, essa China do crescimento econômico de 10%, do progresso repentino, do maior espetáculo olímpico que a Terra jamais viu; e apresentar ao mundo, por meio da mídia, a China da galopante corrupção política, dos altos índices de poluição, da destruição ambiental, da fome na maioria da população, e que mascara um capitalismo podre com véu da revolução socialista, "etc podres".

terça-feira, 11 de março de 2008

Do latim Petroleum: o sangue negro

Não, isto não é uma matéria sobre o premiado filme americano. Na verdade é sobre o petróleo; a chave-mestra da guerra entre os Estados Unidos, ou melhor, entre Bush e o Iraque. O petróleo também é objeto de conflito militar em vários países do mundo, sobretudo no Oriente Médio.

O assunto em questão é o petróleo como um dos principais elementos devastadores da biosfera, e teor de disputas políticas, ancoradas principalmente pelo superconsumo norte-americano; para se ter uma dimensão desse fato, os EUA consomem 80% de todo petróleo produzido no mundo, proporcionalmente é o pais que mais suja a nossa atmosfera e ainda se repugnam a assinar o tratado de Kyoto, para a diminuição da emissão de gases poluentes, e tal, tudo isso é fato.


Vale a pena explanar, que o motivo da guerra EUA x Iraque, pelo que se dizia na época, foi a medida tomada pelo Iraque de abandonar o padrão Dólar, e adotar o padrão Euro nas suas transações petrolíferas, já que o Dólar vinha numa crescente queda; e se isso entoasse uma reação em cadeia na OPEP, comprometeria seriamente o império de Bush. Isso era o que ele menos ansiava por isso resolveu intervir, e houve todo aquele desenrolar, e até hoje ele veste o manto das armas de destruição em massa. Como as coisas no Oriente Médio continuam as mesmas, vamos à América; a velha richa entre Chávez e Bush ainda causa apreensão, cada farpa trocada entre eles gera repercussão; Chávez como membro permanente e ativo da OPEP, e opositor declarado de G. Bush, o venezuelano cogitou em diversas reuniões da OPEP, a mudança generalizada do padrão Dólar, acirrando ainda mais as desavenças com o presidente americano.


O petróleo tem um futuro certo; se continuar com o progressivo ritmo de consumo, esgotar-se-á, nas mais otimistas projeções, no final deste século. Atualmente, o preço do barril de petróleo vem numa estonteante subida, um dado alarmante e que causa preocupação, foi de que o preço do barril há 5 anos atrás era de 21 US$ (dólares), hoje barril está dos 105 US$, (e mais precisamente hoje dia 11 de março de 2008) chegou aos 109 US$, com certeza um recorde histórico. E num futuro próximo isso gerará disputas e contendas mais generalizadas por esse bem, que mais do que a cabal destruição do meio ambiente, seja também motivo de uma "destruição antropológica"; pelo sangue negro.