terça-feira, 11 de março de 2008

Crise internacional?




Essa semana Brasil e Espanha e vem demonstrando claramente como não usar a diplomacia. Tudo começou quando um grupo de cerca de 15 brasileiros foram impedidos de entrar na Espanha, ao tentar desembacar no aeroporto de Barajas em Madri. No dia seguinte a esse episódio a polícia federal impediu a entrada de 8 espanhóis no nosso país. Os brasileiros barrados disseram que foram mal tratados, humilhados e tratados como bicho.

O Brasil por sua vez, invés de usar o diálogo e a boa diplomacia com o governo espanhol, não, pagou com a mesma moeda, retaliou as medidas tomadas pela Espanha, fazendo "vista fina", e bloqueou mais 5 cidadãos espanhóis. Isso gerou um clima tenso e embaraçoso em entre os dois países. O diálogo seria a melhor saída para "crise". Mas não foi só o Brasil quem tomou medidas equívocadas, a Espanha, mostrou uma faceta torpe, no tratamento aos turistas; e quis "descontar" sua prévia falta de política para com imigrantes nos brasileiros, que por sinal não tinham nada a ver com essa história de imigração, eles eram apenas estudantes, que viajaram ou a trabalho, ou para estudo, estavam apenas de passagem por lá. Temos de esperar que os rumos desse; vamos eufemizar, desse mau entendido, seja o constante diálogo e a regulamentação e fiscalização, sem deturpações, da política imigracionista desses dois países que sempre forma parceiros. "...e no final tudo acaba bem..."

quarta-feira, 5 de março de 2008

América: Direita versus Esquerda




Antes de mais nada, vamos conhecer os opositores. No canto esquerdo; digo, à esquerda, são eles: diretamente de Bolívia, o senhor do gás; com três usinas de gás nacionalizadas, Evo Morales entra nessa briga apenas como coadjuvante. Junto a ele temos o equatoriano Rafael Correa, ele acusa seu principal oponente, Álvaro Uribe presidente da Colômbia, de atentado, e de invadir o espaço aéreo do Equador. O terceiro vértice desse triângulo e o populista Hugo Chávez; aliás todos os citados são populistas, mas voltando, Chávez não está entrando nessa briga para dar apoio ao amigo equatoriano, a verdade é que ele enquanto pseudo-socialista-populista vive se intrometendo na política dos seus "países amigos", e encobre isso com o manto da aliança política-socialista-revolucionária; que, falemos a verdade, não tem nada de socialismo. A desavença começou quando a Colômbia invadiu os espaços aéreo e terrestre equatoriano na busca de Raúl Reyes, segundo homem das FARC, que acabou sendo morto no ataque. O Equador exigiu a retratação e o pedido de desculpas do presidente colombiano, como isso não aconteceu, Correa rompeu relações diplomáticas com Bogotá.


No canto direito e capitalista, estão os amigos George Bush e Álvaro Uribe, eles que diferentemente da "aliança socialista", consideram as FARC, não como um grupo revolucionário de esquerda, mas como uma organização narco-traficante-terrorista, que usa o seqüestro para financiar suas ações. Bush, como "grande timoneiro" do anti-terrorismo, concedeu uma ajuda de 5 bilhões de dólares à Colômbia para o combate ao terrorismo das FARC. Deve ser por isso que eles são tão amigos. Com relação à Uribe, ele reconheceu que invadiu á soberania equatoriana, mas negou-se a pedir desculpas, e acusou Correa de abrigar o terroristas. O governo colombiano está culpando a Venezuela de proteger o terrorista número um das Farc, Manuel Marulanda, que estaria escondido nesse país.
No meio dessa confusão, como árbitro, está o Brasil; Brasil que hoje em dia ninguém sabe dizer quem e direita e quem e esquerda, representado por Lula, e que, diga-se de passagem, fazendo uma ótima arbitragem, tentando acalmar os ânimos mais exaltados; em viagem ao nosso país, Correa, teve uma breve conversa com Lula, ele pediu apoio e disse que só ficará satisfeito quando houver um "rechaço categórico" da Organização dos Estados Americanos (OEA) à incursão colombiana, e depois que Uribe pedir desculpas claramente e reconhecer a "cantinflada" (trapalhada) de tentar relacionar o Equador com as Farc.
Diante dessa história, só nos resta como mero espectadores, torcer pela sã vivência da América em que sofremos.